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Os Ecossistemas de Inovação em 11 Cidades Brasileiras

Em tempos em que novas tecnologias impactam cada vez nossa sociedade e a forma como fazemos negócios, participar de ecossistemas de inovação é uma valiosa alternativa para se adaptar ao novo mundo que está surgindo. Os ecossistemas de inovação podem acelerar a geração de novos negócios de impacto e dar um novo dinamismo  às cidades onde esses ecossistemas estão localizados.

Geralmente as cidades com esse perfil já possuem um bom número de startups e de empregos na área da tecnologia ou de empresas inovadoras, também possuem boa oferta de cursos de capacitação, espaços de coworking, comunidade de investidores, universidades, consumidores ativos, empresas inovadoras, diversificação comercial, jovens empreendedores e uma certa diversidade.

Embora os polos tecnológicos e ecossistemas de inovação não apresentam grau de maturidade semelhante ao Vale do Silício nos EUA, se comparado com América Latina podemos dizer que temos cenários bastante promissores.

Conheça os agora os principais polos tecnológicos e de inovação brasileiros:

Porto Digital – Recife/PE

Foi lançado em 2000 para atrair empresas de caráter tecnológico e postos de trabalho para o estado de Pernambuco. Atualmente, reúne cerca de 250 empresas e 7 mil profissionais na área de tecnologia e inovação, movimentando mais de 1 bilhão de reais por ano.

Possui incentivos de nomes importantes como Microsoft, IBM, Samsung e LG e oferece também auxilio a novos negócios e pequenos empresários em suas 3 incubadoras.

É considerado um dos maiores responsáveis pela economia do estado e também pelo desenvolvimento de sua região, sendo um exemplo de fomento à inovação e economia criativa.

O Porto Digital aposta principalmente em Tecnologia da Informação (TI), Comunicação e Economia Criativa, com foco em games, multimídia, cinema, música, fotografia e design. A região é fomentada por uma parceria entre governo, academia e empresas privadas.

 

Polo Industrial de Camaçari – Camaçari/BA

O recém lançado Complexo de Inovação do Senai Cimatec é inaugurado no Polo Industrial de Camaçari na Bahia, que conta com dez galpões industriais e equipamentos voltados para atender as necessidades da indústria da automação, química, mineração e construção civil.

 

San Pedro Valley – Belo Horizonte/MG

Outra cidade considerada polo e ecossistema de inovação brasileiro é a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Conhecida pela colaboração entre empreendedores, a cidade conta com mais de 200 startups, aceleradoras e espaços de coworking, entre eles o Seed, programa fomentado pelo governo local e que desenvolve mais de 40 empresas por semestre.

A troca entre esses empreendedores e a distância que eles estão localizados uns dos outros fez o bairro nobre de São Pedro, na capital mineira, ganhar o apelido de San Pedro Valley, em clara referência ao Vale do Silício, localizado nos EUA.

Leia também:

1- Internet of Things (IoT): A Revolução na Indústria e no Varejo do Brasil

2- A Tecnologia e o Futuro dos Supermercados Tradicionais

3- Renda Básica Universal. Vilã e Heroína. Antídoto e Veneno.

Vale da Eletrônica – Santa Rita do Sapucaí/MG

Essa pequena cidade mineira figura entre os principais polos tecnológicos do país há algumas décadas. Em 1959, o município recebeu a primeira escola técnica de nível médio da América Latina, a Escala Técnica de Eletrônica.

Com apenas 38 mil habitantes, Santa Rita do Sapucaí produz inovações voltadas principalmente para a área de informática. Uma das grandes vantagens da cidade comparada a outros polos é a qualidade de vida, já que o município não tem problemas como trânsito e poluição, que são bastante comuns em grandes metrópoles.

Além disso, a cidade oferece infraestrutura para startups como aceleradoras e incubadoras.

 

Parque Tecnológico – São José dos Campos/SP

Um dos principais locais de desenvolvimento da aeronáutica no Brasil, o Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo é fomentado principalmente pelo mercado de defesa e aeroespacial.

Nesse ecossistema de inovação é que se encontram os centros de desenvolvimento de empresas como Embraer, Boeing, Airbus, Ericsson e Vale.

O Parque Tecnológico abriga mais de 300 empresas e já arrecadou mais de R$ 1,89 bilhão em investimentos públicos e privados. Além da aeronáutica, também desenvolvem negócios para os setores, automotivo, energético, saúde, têxtil, tecnologia da informação, comunicação e transporte.

 

Campinas: Fundação UNICAMP

A fundação da UNICAMP gerou maior disponibilidade de mão-de-obra especializada como engenheiros, físicos, químicos, cientistas da computação, entre outros.

Dessa forma, grandes empresas como IBM, Samsung e HP, se estabeleceram na região e iniciaram suas atividades com o estímulo à inovação e empreendedorismo promovido pela universidade.

São Paulo/SP

O ambiente de startups e inovação da cidade de São Paulo é um dos maiores do Brasil. Além de ser o município com o maior número de empresas nascentes no País – são aproximadamente 2.600, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartup). A cidade de São Paulo é tido como um dos trinta ecossistemas mais promissores do mundo, com grande destaque nos segmentos de fintech e saúde e entre os Top 10 ecossistemas globais para talento.

E para melhorar ainda mais esse ecossistema de inovação, no início de 2020, será implantado um campus da Singularity University no Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (Citi), o vale do silício brasileiro. O Centro fica onde atualmente é o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na capital paulista. A expectativa é que o local esteja em plena atividade já em junho de 2020.

Com base em São Paulo, a SingularityU Brazil trabalhará com governos locais, instituições educacionais, fundações, organizações não governamentais e outros líderes para abordar os desafios em educação, segurança pública e infraestrutura e promete colaborar com startups e corporações para acelerar o ritmo da inovação no país.

A Singularity é a maior referência em tecnologia disruptiva e trabalha com essa tecnologia pensando nos 12 desafios globais, ou seja, foca na busca por soluções para os maiores problemas do mundo.

Capital da Inovação – Florianópolis/SC

Eleita a segunda cidade mais empreendedora do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, a capital catarinense aposta nas startups para ganhar destaque. O polo tecnológico começou a se estruturar em 1984, com a criação da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras.


A cidade tem mais de 600 startups tecnológicas que faturam mais de R$ 1 bilhão por ano e crescem em média 15% todos os anos.

A ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia)  é a principal representante do empreendedorismo inovador em Santa Catarina. Eles tem a missão de apoiar o ecossistema local de ponta a ponta, das startups às empresas de grande porte, gerando conexões que fortalecem o setor de tecnologia no estado. Eles possuem mais de 1200 associados nos 13 polos de inovação e tecnologia de Santa Catarina, gerenciam uma rede de Centros de Inovação em Florianópolis e possuem escritórios em São Paulo e em Boston (EUA) e estão abertos às empresas catarinenses que precisam de apoio e estrutura.

Tecnopuc – Porto Alegre/RS

O parque tecnológico dessa cidade do sul do Brasil, conhecido como Tecnopuc tem sua gestão feita pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre e abriga cerca de 120 empresas, sendo em sua maioria pequenas e médias.

A característica principal desse moderno parque é a concentração de pesquisadores e especialistas em inovação que buscam aplicar seus conhecimentos no ambiente mercadológico, que muda constantemente.

Nesse ecossistema de inovação, algumas grandes empresas de tecnologia como a Huawei, HP, Dell e a Microsoft, se instalaram no polo que trabalha com o desenvolvimento de novas plataformas em conjunto às empresas incubadas.

 

Conheça outras cidades com potencial de ecossistema de inovação desenvolvido.

Foz do Iguaçu

A primeira imagem que vem à mente quando se fala em Itaipu é energia. Mas nos últimos anos, a usina tem investido em inovações em outras áreas, graças ao Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). Criado em 2003 com o objetivo de criar soluções para a usina, em maio deste ano o Parque mudou de estratégia e tem procurado expandir parcerias com empresas e startups de agronegócio, saúde, soluções urbanas e, claro, energia. O PTI quer se tornar independente economicamente da usina hidrelétrica de Itaipu – que hoje é responsável por cerca de 70% de seus recursos.

O Parque aposta na aceleradora e incubadora e hoje o PTI tem 13 empresas alocadas e 16 startups sendo aceleradas. Os empreendedores ficam durante três anos na sede, para receber consultorias em parceria com o Sebrae, e usar a infraestrutura para desenvolver seus negócios. “Hoje estamos focados em pesquisa, desenvolvimento, educação e negócios”, diz Marcelo Alves de Sousa, gerente de relações institucionais do PTI. “Queremos que empresas se instalem no Parque para gerar novas soluções.”

O Parque tem investido em novas tecnologias como internet das coisas (IoT) e inteligência artificial para atrair empresas e novos negócios.  Segundo Pedro José Granja Sella, gestor do programa de desenvolvimento de negócios do PTI, os parceiros podem trabalhar próximos a outros laboratórios de inovação do Parque. O Lab Living, laboratório de cidades inteligentes, tem desenvolvido postes de luz com wifi e sensores para identificar o estampido de tiros de armas de fogo (e, assim, alertar a Polícia). “As startups já conseguem testar e ver a viabilidade de seus negócios”, diz. “Essas empresas podem solucionar gargalos internos.”

Posto de biometano | Foto: Época NegóciO plano do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) aposta em startups e novas tecnologias para cidades inteligentes e energia renovável.Outros componentes que faz a cidade de Foz do Iguaçú ser tão promissora é a influência cosmopolita decorrente do caldeirão multicultural da tríplice fronteira (Paraguay, Argentina e Brasil) e dos turistas internacionais. As facilidades de fazer negócios no Paraguai também deve ser levado em consideração, uma vez que o governo deste país incentiva empresas estrangeiras com baixos impostos, inclusive insumos importados, além de ser fonte de energia elétrica e mão de obra baratas.

Vale do Dendê – Salvador/BA

Tecnologia, agilidade, inovação e conectividade. Esses são os quatro pilares que embasaram as iniciativas para que a capital baiana pudesse fomentar projetos que a levariam a um patamar importante no mercado. E, nos últimos anos, especialmente por conta das iniciativas que surgiram no segmento, vem transformando Salvador, também, em um pólo de tecnologia.

Cidade de Salvador | Foto: bicicleta-amarela.org.br

Uma delas é a implantação do Parque Tecnológico que há sete anos atua como incubadora de empresas de energia, engenharia, biotecnologia e saúde, promovendo novas ideias e crescimento nessas áreas. Ainda temos o HUB Salvador, parte importante do eixo Cidade Inteligente, que possui um espaço colaborativo para receber até 100 startups para as áreas financeira, jurídica, social e de serviços, nos posicionando como rota mundial dos empreendedores digitais. Não podemos esquecer o Vale do Dendê, uma aceleradora criada para impulsionar negócios com a nossa marca inovadora e criativa e formar talentos através da Vale do Dendê Academy.

Dá para perceber que somos um mercado em expansão. De acordo com a ABASTARTUPS (Associação Baiana de Startups), Salvador tem conquistado bons resultados iniciais no mercado de aplicativos, criando uma tendência para startups nesse nicho.

A competitividade mundial traz o grande desafio da inovação tecnológica, sendo importante para o país continuar com investimentos nessa área, motivando também institutos educacionais e empresas a trabalharem em conjunto em prol da consolidação do país como uma potência tecnológica.

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