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CONSTELAÇÃO FAMILIAR: A “ERA WI-FI” JÁ ERA!

CONSTELAÇÃO FAMILIAR, por Luciana Diniz

Os intermediários que se cuidem. Já sabemos que quem intermedia está
saindo do contexto de fluxo. Com intermediários as conexões já não rolam
mais, basta digitar uma hastag que encontramos caminhos à fonte do que
queremos. Ou podemos baixar um App que simplificamos processos e
efetivações. Os algoritmos são a nova nanotecnologia para se penetrar a alma
da gente, ganhando de estratégias, estrategistas e MKT de todo tipo.
Com isso, o meu clique para visualizar um anúncio sobre crianças africanas
carentes, assistidas por uma entidade específica, gerou, sem eu saber, um
boleto bancário de doação que chegou à minha casa 01 semana depois. E
como eu sempre busco novas senhas de comportamento e de sabedoria em
tudo à minha volta, eu vou te contar: o boleto foi um código negativo, e eu não
o paguei.
Fuxicando o Google Trends, vi que o tema Heróis foi o campeão. Por que
será? “(…) nos momentos de incerteza, as pessoas buscam heróis. (…) São os
super-heróis da vida real”, nos esclarece a plataforma. Concordo e acrescento:
heróis deixam um legado à humanidade, algo contributivo que torna a vida de
alguém ou de muitos bem melhor. Eles nos inspiram, e você confere isso nesse vídeo aqui:

Conheça o Google Trends

Até aprovei o vídeo do Google, mas vou acrescentar: heróis tem poder e
vontade próprios. E em tempos de memes, conseguir caminhar por um campo
autoral, longe de emaranhados e de lealdades invisíveis, é desafiador. Manter-
se aberto, conectado e atualizado, sem morder toda isca que chega (leia-se
também boletos), isso sim, tem sido heroico. Então, diante de tanta chuva
caindo em Minas, minha ajuda e meus boletos foram 100% locais e o eixo
África-Brasil acabou ficando longe. Expressar-se e viver com vontade própria é
um lugar difícil de alcançar. Mas é uma coordenada possível, e eu estou nela.
Na Era WI-FI, precisamos ficar atentos às coincidências que antes seriam
sinais espontâneos da vida, pois agora os sinais vem de outro lugar. Mas vou
te contar: há gente que diz que a hiperconectividade nada mais é que uma
materialização do que sempre existiu: todos somos um, todos estamos
conectados, todos somos heróis. Vivemos como numa grande constelação
familiar. E eu também defendo isso.
Em 1960 um pesquisador constatou serem necessários no máximo seis laços
de amizade para que duas pessoas estivessem ligadas. Descobriu isso
inspirado numa ficção escrita em 1929. Daí nasceram os 6 graus de conexão.
Com a chegada do Facebook esse valor foi a 3,5 graus e mais recentemente
encontra-se a uma distância bem menor. Ideia quase perfeita, mas que eu já
gosto.
Bert Hellinger, fundador da Constelação Familiar, nos mostrou a potência das
ligações invisíveis e transgeracionais, capazes de interferir em nossas
escolhas. Falou de uma realidade sempre em movimento, onde a tudo e com

todos estamos em conexão. Um iCloud de gente, e isso daí eu concordo que
existe.
Por isso, já te deixo um aviso: a Era WI-FI que se cuide. Pois ela é uma
intermediária entre a gente e o tudo. É uma metáfora materializada do que
sempre existiu de maneira invisível: a inegável conexão de todos nós. Somos
super-heróis?, nos pergunta o Google. Sim, heróis e heroínas desconhecidos,
com superpoderes próprios e autorais. Somos um evento único na natureza.
Somos um ponto convergente no espaço e no tempo, como defende a
Constelação Familiar. E agora, a minha pergunta: você é livre para ser quem
você é, e consegue se conectar à sua própria rede WI-FI? Conta pra mim.
Abraços e até a próxima segunda-feira, Luciana.

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