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Cuidado com a Boiada Digital e Anote aí que o Futuro será Privado!

O Futuro será Privado, por Luciana Diniz

A boiada digital está solta. Está no máximo de portais, de redes sociais, tem vários canais de comunicação. A boiada digital é fissurada por likes, por visibilidade, é viciada em feedback, quer fama digital ao invés de autoridade digital, escancara a vida, quer ser famosa e seguir famosos, não anda em bando, mas segue bandos. Tem pouco ou nenhum propósito real e tem muitas pessoas-personagens, angustiadas e vazias.

OK, existem os Influencers de excelente impacto e com propósito bem definido. Inclusive, sigo, admiro e incentivo alguns, e até consumo seus produtos. Mas hoje quero falar de um grupo que está numa esfera distante da alta visibilidade, da boiada, e que tem mais autoridade local, presencial e em menor escala. Faço parte desse grupo, estou em BH/MG, mas posso ir aí.

Minha força vem da minha presença e sempre usei isso à meu favor. Com minha facilidade para escrever sobre psicologia e design (sou Psicóloga e Designer de Interiores), acabei publicando 5 livros, 4 esgotados, colaborando para jornais genéricos, revistas específicas e ministrando cursos e palestras presenciais sobre comportamento com base na Gestão do Foco e da Atenção, o que faço até hoje. 

Absorvi a Era Tecnológica-Digital, consumindo Apps e muita tecnologia, mas passei a me sentir enclausurada pela boiada digital e por seus modismos, não me conectando a tantas redes, nem escrevendo para tantos portais (vou ficar por aqui), pois essa exposição esbarra na minha missão de vida que é estar fisicamente perto das pessoas adultas, cuidando delas e de seus ambientes, ajudando-as a alcançarem o seu novo auge, o que me demanda tempo e entrega presenciais. E resolvi respeitar essa minha tradição.

Muita gente da minha geração (tenho 49) está deixando a boiada, divulgando digitalmente o lado profissional, fazendo posicionamento de marca pessoal de qualidade, #branding, e nisso daí eu realmente me incluo. Profissionais de toda sorte que tem força presencial, mas que não curtem simplesmente curtir, não querem apenas aparecer e que ganham seus clientes, money, e autoridade principalmente por outras vias.

Resolvi testar o impacto de cair fora da boiada das redes digitais e me desapeguei dos likes: cancelei minhas redes sociais, saí de sites que me conectavam a clientes, mantive apenas o Instagram profissional e em modo privado, mantendo perfis de pessoas que conheço diretamente. Retirei 2500 seguidores, muitos com nomes obscuros, cheios de letras e números, e sem descrição (espiões? tímidos? pessoas que querem privacidade? perfis fakes criados pelo Insta?)

Senti insegurança, medo de não fechar novos contratos, de ficar invisível e tive abstinência de audiência. Mas vou te contar: nenhum dos excluídos reivindicou retorno à minha conta, meus contratos continuam acontecendo (estou na pilha desde 06/01), o número curtidas ficou o mesmo, com algum aumento de vez em quando, e vi uma melhora na qualidade dos comentários. 

O futuro será privado:

Ok, cada um na sua vibe digital, mas aposto que o futuro será privado. Esse comportamento poderia até ser interpretado como “estar desatualizado, mas traz na retaguarda uma tendência: um desejo à privacidade e, com ela, a renúncia à boiada. O próximo capítulo da inovação é o sigilo, Mas com certeza será de forma diferente como a vivenciada pela minha geração, anos atrás. Inclusive, a Apple acaba de lançar uma propaganda, fazendo da privacidade um produto à venda, vejam só. 

Estarei com vocês toda semana: muito prazer, eu sou a Luciana Diniz, renovo ambientes e pessoas, porque acredito na força da Psicologia e do design de Interiores para o bem-estar das pessoas. Pensei em mesclar Futurotopia com Futuroterapia, meu editor apostou e comprou essa ideia, vamos ver o que vai dar. Um abraço e até segunda.

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Luciana Diniz – lucianadinizinteriores@gmail.com

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