A partir de 1º de janeiro de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a síndrome de burnout na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), reconhecendo-a como um fenômeno ocupacional. ([who.int](https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases?utm_source=openai)) Essa decisão destaca a importância de abordar o esgotamento profissional de forma mais estruturada e eficaz.
O que é a síndrome de burnout?
De acordo com a CID-11, o burnout é definido como uma síndrome resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Caracteriza-se por três dimensões principais:
- Exaustão energética: sentimentos de esgotamento ou falta de energia.
- Distanciamento mental do trabalho: aumento do distanciamento mental em relação ao trabalho ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao trabalho.
- Redução da eficácia profissional: diminuição da eficácia no desempenho das atividades laborais. ([who.int](https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases?utm_source=openai))
É importante notar que o burnout refere-se especificamente a fenômenos no contexto ocupacional e não deve ser aplicado para descrever experiências em outras áreas da vida.
Sinais e sintomas do burnout
Os sintomas do burnout podem variar, mas frequentemente incluem:
- Cansaço excessivo: sensação constante de fadiga física e mental.
- Dificuldades de concentração: problemas para focar em tarefas e lapsos de memória.
- Alterações no apetite: perda ou aumento do apetite sem explicação aparente.
- Insônia: dificuldades para iniciar ou manter o sono.
- Sentimentos de fracasso e insegurança: percepção de incompetência e baixa autoestima.
- Isolamento social: afastamento de colegas, amigos e familiares. ([gov.br](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout?utm_source=openai))
O que muda para empresas e profissionais?
Com a inclusão do burnout na CID-11, as empresas e os profissionais devem estar atentos às implicações dessa classificação:
- Reconhecimento formal: O burnout passa a ser reconhecido como um fenômeno ocupacional, exigindo atenção e medidas preventivas por parte das organizações.
- Responsabilidade legal: Empresas podem ser responsabilizadas por ambientes de trabalho que contribuam para o desenvolvimento do burnout, sendo necessário implementar políticas de bem-estar e suporte aos funcionários.
- Necessidade de intervenções: Profissionais de recursos humanos e líderes devem promover programas de saúde mental, oferecer suporte psicológico e criar um ambiente de trabalho saudável para prevenir o burnout.
Possíveis impactos e ações práticas
A inclusão do burnout na CID-11 pode levar a mudanças significativas no ambiente de trabalho:
- Maior conscientização: Aumento do reconhecimento sobre a importância da saúde mental no trabalho.
- Políticas de prevenção: Desenvolvimento de estratégias para identificar e mitigar fatores de risco associados ao burnout.
- Suporte aos funcionários: Implementação de programas de apoio psicológico e promoção de um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.
Para profissionais que enfrentam sintomas de burnout, é fundamental buscar ajuda especializada. ([gov.br](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout?utm_source=openai))
Para saber mais sobre cuidados integrais e terapias integrativas, conheça o Futuroterapia.
Fontes e referências
- Organização Mundial da Saúde. Burn-out an “occupational phenomenon”: International Classification of Diseases. 2019.
- Ministério da Saúde. Síndrome de Burnout. 2025.
- American Medical Association. WHO adds burnout to ICD-11. What it means for physicians. 2019.

