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[O FUTURO DO TURISMO]: Seis Tendências que devem influenciar a forma como viajamos e seus reflexos.

  • Foto de Laura Coutinho Laura Coutinho
  • julho 27, 2020

Entrar num voo lotado e desembarcar em algum ponto desconhecido do globo, arrastando a sua malinha tranquilamente. A cena que até pouco tempo atrás poderia ser frequente para alguns privilegiados ficou mais rara e não há previsão exata de retorno. A pandemia de Covid19 atingiu um dos maiores desejos dos nossos tempos: as viagens. O turismo que depende da mesma mobilidade humana que espalha doenças deve ficar sujeito a restrições mais rigorosas e duradouras. Segundo especialistas, é provável que sofra mais do que quase qualquer outra atividade econômica.

Foto Anna Shvets, Pexels, divulgação

Pois é. Nunca viajamos tanto como nos últimos anos. A tendência deve ser freada pelo menos até que uma vacina apareça. Além do medo do contágio, há o fator econômico já que a maioria das famílias sofreu perdas financeiras e o desemprego se aprofunda. Em 7 de maio, a Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas estimou que os ganhos com o turismo internacional podem cair 80% este ano em relação aos US$1,7 milhão do ano passado, e que 120 milhões de empregos poderão ser perdidos. 

Mas, se as viagens internacionais devem demorar mais a retornar, podemos esperar um aumento nas road trips, que privilegiam o turismo regional. De fato, essa busca por destinos acessíveis de carro e próximos aos locais de origens já pode ser observada. E a boa noticia é que Santa Catarina é repleta de diferentes belezas e atrativos, muitos deles ainda a serem explorados pela maioria.

“Neste momento é possível perceber que há um crescimento na procura por destinos em que o deslocamento é menor, principalmente dentro do Estado. Além disso, observamos o desejo de informação das pessoas para saberem se os locais que realizam um protocolo correto de saúde”, compartilha Leandro Ferrari, presidente da Agencia de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur). 

Viajar para perto, priorizar a segurança e a saúde e preferir viagens mais próximas à natureza são algumas das tendências que já começaram a ser observar. Listamos aqui seis delas: 

O FUTURO DO TURISMO

1- Viagens na natureza 

Enquanto atividades em ambientes fechados são tidas por viajantes como as menos seguras, as viagens na natureza crescem e ganham a preferência na retomada gradual do turismo. 

Em entrevista ao NY Times em matéria sobre o futuro das viagens, James Thornton, presidente-executivo da operadora de viagens Intrepid Travel, conta que “se 2020 for mesmo um ano o qual passamos muito tempo dentro de casa, 2021 será um ano de viver ao ar livre e ser ativo, com muita busca por viagens em meio à natureza e viagens centradas em torno de atividades ao ar livre como o ciclismo, trilhas e meditação”.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há uma previsão de maior visitação aos parques nacionais, que já são destinos super procurados por moradores e turistas. O Brasil poderia seguir o exemplo e preparar melhor seus parques, belíssimos em diversidade, mas em geral pouco preparados para atrair e receber visitantes.  

O camping para os mais aventureiros e o glamping, uma espécie de camping com mais comodidade, também tendem a crescer. 

Foto Ventana Big Sur, divulgação

Em Santa Catarina, a busca por hospedagens em locais afastados dos centros urbanos, confirma a tendência. Não por acaso, a Serra Catarinense, onde boa parte das pousadas fica no interior dos municípios, é um dos pontos mais procurados desde o outono. Para muitos de nós, presos em apartamentos, nada mais atrativo atualmente do que alguns dias de caminhada, sol e ar puro perto da natureza. 

“Estamos todos ávidos por um espaço ao ar livre para sair um pouco do isolamento com segurança”, compartilha Ivan Cascaes, proprietário do Serra do Rio do Rastro Eco Resort, que tem visto a procura pelo hotel aumentar. 

2 – Menos turismo urbano

Evitar locais conhecidos pela aglomeração nas ruas e nos pontos turísticos deve ser outra medida adotada por muitos viajantes. Você se imagina caminhando em breve pela Rambla em Barcelona; Times Square, em Nova York, ou próximo à Fontana de Trevi, em Roma? 

Viagens para grandes centros urbanos ou para locais muito turísticos tendem a diminuir no primeiro momento do retorno, ou até que encontremos uma vacina. Brian Chesky, executivo-chefe da Airbnb, declarou em entrevista recente: “de forma geral, as viagens serão menos urbanas”. 

Reforçando a impressão, uma pesquisa da Destination Analysts revelou que mais da metade dos americanos planejam evitar destinos lotados quando voltarem a viajar. 

Se por um lado viajantes devem evitar esses destinos, por outro, muitos moradores desses locais super visitados aprovam a mudança. A Itália, por exemplo foi foco de uma matéria recente do NYT. Além dos problemas sociais e econômicos trazidos pela pandemia, a Covid19 também revelou um país com apego exagerado pelo turismo, o que prejudica os residentes, os empurrando para fora dos centros, além de atrapalhar criatividade, a diversidade econômica, o empreendedorismo e a autêntica vida italiana, completamente alterada. 

Em cidades como Veneza, já há um movimento dos moradores para limitar o número de turistas pós-pandemia. Na cidade das gôndolas, enquanto a população residente diminuiu caindo de 80 mil para 50 mil entre 1950 e 2019, o número de turistas subiu de 1 para 30 milhões por ano no mesmo período.  E, o que se questiona, é que muito do dinheiro gasto em Veneza, não fica na cidade já que boa parte dos hotéis e restaurantes são de investidores de fora. São discussões como essas que estão sendo impulsionadas pela pandemia e que podem transformar nossa lista de desejos de viagem. 

Transatlântico em Veneza. Foto Pixabay

Sobre locais com turismo excessivo, a editora de guias de viagem Fodor divulga anualmente uma “não-lista” anual de destinos que as pessoas devem evitar a visita. A lista deste ano apresenta a Ilha de Páscoa e o complexo de templos cambojanos de Angkor Wat. 

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3 – Mais turismo regional 

Com a preferência por viagens a destinos próximos que possam ser acessíveis de carro (pesquisas indicam viagens de até 300 km), o turismo regional deve florescer. O nosso Estado, tradicionalmente, nunca foi muito visitado pelos próprios catarinenses. A Serra, por exemplo, por muitos anos, recebeu mais gaúchos, paulistas e paranaenses. Agora, parece que o cenário começa a mudar. 

Foto Serra do Rio do Rastro Resort, divulgação

“Há um aumento no Brasil na procura pelo turismo regional em aproximadamente 30% em comparação ao período no ano passado segundo estudo da Travel Gatex“, revela Leandro Ferrari, presidente da Santur. 

O desafio atual da Santur está relacionado justamente a fortalecer o turismo doméstico, trabalhando neste processo de retomada das atividades.

“De acordo com a sazonalidade, as cidades que são mais procuradas no Estado, em uma época mais quente, ficam no litoral, como Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas, Piçarras e Imbituba. No período do inverno, a Serra Catarinense é mais atrativa e a gente nota um aumento considerável no fluxo de pessoas em Urupema, Urubici, São Joaquim e Bom Retiro”, compartilha Leandro.

Uma colcha de retalhos com culturas e belezas diversas, Santa Catarina guarda destinos bastante atrativos em todas as suas regiões: além dos mais de 500 km de extensão de praia e da Serra bela e gelada, há preciosidade como Pomerode, no Vale do Itajaí, Treze Tílias, no Oeste, Corupá, no Norte, e Praia Grande, com seus cânions, no Sul, só para citar algumas cidades com grande potencial turístico. 

Cena em Pomerode. Foto Ana Flavia Claudino dos Santos, divulgação

Mas há muito a ser feito em relação à divulgação dos destinos, que vão além do litoral do Estado, e também ao melhor preparo para a recepção aos turistas. 

“Nós estamos desenvolvendo programas de incentivo e facilidade para que o turista viaje e conheça mais Santa Catarina. Em breve vamos lançar um programa que irá promover o turismo regional, que está sendo construído de forma conjunta com o trade”, diz Leandro. 

Além da segurança maior em se viajar para locais mais próximos, há também outro impulso que vemos ganhar força durante a pandemia: a ajuda às comunidades e aos pequenos negócios. Gastar no próprio Estado, por exemplo, torna a viagem mais sustentável social e economicamente.

No Il Campanario Villagio Resort, em Jurerê Internacional, a equipe de marketing coloca foco em aprofundar a comunicação e o relacionamento com clientes próximos.

“Notamos que a maioria das pessoas está optando por viagens locais e de carro e a preferência é por lugares que privilegiam a natureza e experiências ao ar livre. Pretendemos construir uma comunicação de relacionamento com nossos clientes próximos, de regiões que possam se hospedar conosco vindos de carro. Entendemos que é mais seguro estimular o turismo terrestre neste momento. Muitas pessoas que moram perto de Florianópolis têm vontade de conhecer a região como turista e agora seria o momento ideal para esse tipo de viagem. Pensando nisso, lançamos várias vantagens e pacotes flexíveis como o modelo lazer e home office diferenciais com novos formatos para eventos – tudo sempre orientado pelos protocolos de higiene e segurança”, explica Renilson Santos, gerente do resort. 

Praia em Florianópolis. Foto Gui Polidoro, divulgação

4- Saúde e segurança como prioridade

Entre as preocupações dos viajantes, saúde e segurança estão no topo e podem modificar a forma como escolhem seus destinos. Viajar de avião, compartilhar transportes e realizar atividades em ambiente fechado são vistas como atividades menos seguras.  

Recém inaugurado, o premiado Aeroporto de Floripa, por exemplo, assiste a seus saguões mais vazios desde março. 

“Em abril, tivemos uma queda de quase 95% no nosso movimento. Da média de 80 voos diários, comum para o período, caímos para uma média de 6 por dia, entre chegadas e partidas. Em maio, iniciou-se uma retomada, ainda bem tímida. Tivemos o retorno da rota Floripa-Chapecó, operada pela Azul. Em junho, nós prevemos uma retomada mais acentuada, com um movimento de voos 54% maior do que o ocorrido em maio, ainda assim 83% abaixo do que o normal para o período. Acreditamos num movimento mais expressivo no aeroporto de Florianópolis a partir de setembro. Ainda assim o retorno à normalidade nas viagens ainda é imprevisível, porque depende de muitos fatores. Mas, historicamente a aviação sempre enfrentou crises e mudou para melhor com elas. Por exemplo, os processos de segurança ficaram mais rigorosos após o 11 de setembro, e todo mundo se adaptou e continuou viajando. Com o coronavírus, não será diferente”, compartilha Ricardo Gesse, Diretor Geral da Floripa Airport.

Floripa Airport. Foto Nelson Kon, divulgação

Neste período, o aeroporto da Capital redobrou os cuidados no sentido de evitar aglomerações e garantir a segurança, realizando barreiras sanitárias, oferecendo álcool gel e instalando proteções de acrílico nos balcões de atendimento, entre muitas outras medidas. O desafio é transmitir segurança aos viajantes: 

“A indústria da aviação sempre apresentou altos padrões sanitários, que agora estão sendo revisitados e aprimorados. Por exemplo, todas as aeronaves têm o chamado filtro de ar particulado de alta eficiência (HEPA, em inglês), que renova o ar a cada poucos minutos.  O desafio agora além de aprimorá-los é mostrar ao público que viajar de avião sempre foi e continuará sendo muito seguro”, disse Ricardo.

Em relação aos hotéis, a busca dos hóspedes por informações de higiene e medidas de segurança adotadas aumentou. Operando com capacidade reduzida, normalmente não há serviço diário de camareira e nem café da manhã servido em espaço compartilhado. De forma geral, os hóspedes se atêm à área privada. Quando abertas, as áreas compartilhadas são utilizadas em modelo de rodízio com reserva prévia.

Foto Il Campanario, divulgação

“Temos percebido que a palavra de ordem no momento é segurança, onde os clientes estão buscando alternativas para aliviar a tensão destes dias de isolamento. Nos debruçamos sobre as orientações dos órgãos oficiais de saúde e criamos um Protocolo de Prevenção à Covid 19. Conquistamos o Selo de Turismo Responsável, do Ministério do Turismo. Capacitamos nossas equipes para atendimento seguro e adaptamos a rotina de utilização das áreas do hotel, conforme as medidas de segurança necessárias”, compartilha Renilson Santos, gerente do Il Campanario.

5 – Escapadas curtas e privacidade 

O receio de muitos dias longe de casa pode fazer com que viajantes optem por menos dias de viagem. A questão financeira também deve pesar a favor de escapadas mais curtas. 

O resort Ponta dos Ganchos, por exemplo, uma das referências em hospedagens de qualidade em SC, desenvolveu para o seu retorno, em agosto, opções de programação como a escapada romântica, uma experiência de três noites elaborada para quem está celebrando datas especiais, como uma lua de mel, aniversário de casamento ou noivado. No Exclusive Getaway, os casais são recebidos no bangalô ambientado com velas e flores e podem desfrutar de mimos, como champanhe e degustação de mini sobremesas brasileiras. 

Ponta dos Ganchos, divulgação

No Resort onde os hóspedes estrangeiros costumavam representar uma ocupação importante no período do verão, o foco hoje é no desenvolvimento de projetos que atraiam mais o público local. 

“As previsões indicam que na retomada gradual do turismo serão os clientes brasileiros os primeiros a retornar, por isso trabalhamos para propor essas experiências de hospedagens curtas, entre as escapadas românticas e gastronômicas”, compartilha Fernanda Makhoul, diretora de marketing e vendas do Ponta dos Ganchos. 

Foto Ponta dos Ganchos, divulgação

6 – Mais tecnologia, menos contato humano 

Algumas ações pelo mundo já anunciam projetos utilizando inteligência artificial para diminuir o contato humano em aeroportos e hotéis, por exemplo.

“A pandemia pode acelerar alguns desses processos como a tendência de aeroportos touchless, onde o passageiro utiliza apenas processos tecnológicos desde o check-in, canal de inspeção de segurança até chegar à aeronave. Por meio de um cadastro por aplicativo, o passageiro quando chega ao aeroporto faz o check-in por reconhecimento facial. São tecnologias possíveis, que já estão em testes em alguns aeroportos, mas ainda têm um custo alto. É possível, no entanto, que sejam implementadas de forma mais rápida por conta do momento provocado pelo coronavírus”, compartilha Ricardo Gesse, Diretor Geral da Floripa Airport.

Processos touchless no Aeroporto de Floripa. Foto Floripa Airport, divulgação

No setor hoteleiro, há também o investimento em tecnologias que minimizem o contato humano.

“Tivemos ainda que rever nosso plano de investimento em melhorias para o ano priorizando aqueles alinhados ao novo normal, com ferramentas tecnológicas que facilitarão a experiência do cliente e colaborarão com o distanciamento social, como por exemplo check-in e check-out online e concierge virtual”, compartilhou Renilson Santos, gerente do resort. 

FONTE:

https://www.instagram.com/p/CDMloLohtHd/
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